Projeto desenvolvido pela Emescam promete melhorar a qualidade de vida da população idosa no Espírito Santo

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A população brasileira está envelhecendo. De acordo com dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2060, o Brasil terá 58,2 milhões de idosos, o que representa mais de um quarto da população.

Para oferecer a esse idoso melhor qualidade de vida, capacitando seus cuidadores, a Escola Superior de Ciências da Santa Casa de Misericórdia de Vitória (Emescam) desenvolve o projeto de extensão “Idosos com demência e o manejo apropriado do cuidador”.

Os projetos de extensão, dentro das Instituições de Ensino Superior (IES), têm como objetivo compartilhar o conhecimento adquirido por meio do ensino com a comunidade, interagindo e transformando a realidade social.

De acordo com a professora Lívia Terezinha Devens, que é geriatra, o projeto de extensão é parte do processo educacional. “Nossos projetos têm como força indutora e motivadora as questões imediatas e mais relevantes demandadas pela sociedade”, afirmou.

O projeto “Idosos com demência e o manejo apropriado do cuidador” é voltado para cuidadores familiares ou contratados de idosos acometidos por transtorno neurocognitivo maior (demências) atendidos no ambulatório de geriatria da Santa Casa de Misericórdia de Vitória. Esses idosos geralmente têm acima de 80 anos.

 

O projeto de extensão “Idosos com demência e o manejo apropriado do cuidador” é desenvolvido pela Emescam, que funciona na Reta da Penha, em Vitória (Foto: Fernando Ribeiro – 16/09/2016)

Um grupo de 10 alunos de variados períodos do curso de Medicina da Emescam participam do projeto, sendo coordenados por um médico geriatra.

Para a professora Lívia Devens, a importância do projeto é preparar uma realidade mais confortável para a população idosa que está envelhecendo rapidamente, alcançando idades que, muitas vezes, ultrapassam os 100 anos.

“Essa população sabidamente tem mais problemas de saúde. O projeto tem como foco as pessoas idosas com diagnóstico de demência e se faz necessário para abrir espaço para melhorar a qualidade de vida delas”.

Atualmente, o projeto é estruturado com aulas expositivas, discussão de artigos preparados pelos acadêmicos, consultas ambulatoriais, onde a avaliação da pessoa idosa é realizada e as informações aos familiares são prestadas, além do encontro com cuidadores. O projeto também estuda os impactos da longevidade nas condições emocionais de familiares e profissionais.

Em 2060, um em cada 4 brasileiros vai ser idoso

Um em cada quatro brasileiros será idoso em 2060. É o que afirma o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), na Projeção da População, atualizada em 2018.

De acordo com a pesquisa, a população do País deverá crescer até 2047, chegando a 233,2 milhões de pessoas.

Nos anos seguintes, ela cairá gradualmente, até os 228,3 milhões em 2060, ano em que um quarto da população (25,5%) deverá ter mais de 65 anos. As mulheres são maioria expressiva nesse grupo, com 16,9 milhões (56% dos idosos), enquanto os homens idosos são 13,3 milhões (44% do grupo).

De acordo com o IGBE, as principais causas para essa tendência de envelhecimento seriam o menor número de nascimentos a cada ano, ou seja, a queda da taxa de fecundidade, além do aumento da expectativa de vida do brasileiro.

Segundo as Tábuas Completas de Mortalidade, do IBGE, quem nasceu no Brasil em 2017 pode chegar, em média, a 76 anos de vida. Na projeção, quem nascer em 2060 poderá chegar a 81 anos.

Porém, considerando a tecnologia já existente, há quem diga que os bebês que nasceram ou nascerão em 2019 chegarão aos 100 anos com facilidade.

Segundo a professora do curso de graduação em Medicina da Emescam, Livia Devens, “alguns fatores contribuem para a longevidade do brasileiro, como a redução da mortalidade infantil e a redução do número de filhos por mulher”.

“Também há melhorias no acesso à saúde, ainda que deficientes. Tratamentos modificadores de doenças como os antibióticos para infecções, quimioterápicos para muitos tipos de câncer, medicamentos e cirurgias para doenças que antes seriam fatais precocemente também ajudam a aumentar a expectativa de vida”.

(Matéria: Jornal A Tribuna)

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